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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Os sinais do futuro

Mäyjo, 19.02.17

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Fernando Barbella, designer oriundo de Barcelona, tentou imaginar os sinais informativos do futuro, no que concerne ao uso da tecnologia, por exemplo, e criou uma série de sinalética informativa pode estar a poucos anos de se tornar realidade.

 

O designer tentou assim fazer o que os escritores de ficção científica estão a fazer há vários anos: imaginar um mundo não muito diferente do actual, mas onde a vida é ligeiramente diferente.

Segundo o criativo, não foram as pessoas que mudaram, mas sim os sinais à sua volta, à medida que o quotidiano também se vai alterando. Fernando Barbella descreve-se como um “fã da inovação”, “director criativo experimental” e um “contador de histórias regular”.

Os sinais hipotéticos do futuro foram compilados na série “Sinais do Futuro Próximo”, que oferecem um vislumbre da realidade que ainda não existem mas pode passar a existir muito em breve. Desde drones a realidade virtual, hologramas a carros que se conduzem sozinhos, Farbella mostra como o mundo está a evoluir e como pode ser difícil acompanhar o ritmo da mudança.

 

PORTUGUÊS É A QUARTA LÍNGUA MAIS UTILIZADA DO TWITTER

Mäyjo, 27.06.15

Português é a quarta língua mais utilizada do Twitter

Hoje, as redes sociais são meios privilegiados para transmitir informações ligadas à sustentabilidade, cidadania ou boas práticas ambientais. E em português, como dizem os dados da Gnip, uma empresa norte-americana que analisou vários dados desde 2006 e que concluiu que a língua de Luís Vaz de Camões e Jorge Amado é a quarta mais utilizada nesta rede social – os dados da Gnip analisaram a língua que os utilizadores colocaram como a principal no seu perfil.

O gráfico que pode ver abaixo dá conta da grande popularidade do Twitter em termos globais, mas também nos dá a entender a quantidade de conversas em português desta rede social. A língua portuguesa apenas perde para a inglesa (em primeiro lugar), japonesa (segundo) e espanhola (terceiro) no ranking global. Seguem-se o indonésio, árabe, francês, turco, russo e coreano.

Este quadro explica também como os grandes eventos impacto o serviço do Twitter. O enorme aumento de utilizadores que seleccionaram o árabe como língua preferida, por exemplo, coincidiu com os acontecimentos dos últimos anos no Médio Oriente.

Em termos percentuais, tendo em conta todas as línguas utilizadas do Twitter, o português subiu dos 0,03% em 2006 para os 0,31% (2007), 0,52% (2008), 1,48% (2009), 2,55% (2010), 4,26% (2011), 6,02% (2012). Em 2013, esta percentagem desceu para os 5,10%.

O inglês, com 51,02%, continua a ser a língua mais utilizada do Twitter, seguido do japonês (14,8%), espanhol (13,43%), português (5,10%) e indonésio (3,25%).

 

Foto:  JefferyTurner / Creative Commons

A EMPRESA QUE OBRIGA OS COLABORADORES A TRABALHAREM A PARTIR DE CASA

Mäyjo, 30.05.15

A empresa que obriga os colaboradores a trabalharem a partir de casa

A Automattic tem cerca de 230 colaboradores, que se encontram distribuídos por 170 cidades e locais diferentes. Mas a empresa possui apenas uma sede, em São Francisco. Ou seja, a grande maioria dos seus empregados trabalha a partir de casa, evitando o stress matinal – e vespertino – do trânsito.

Segundo o CEO da Automattic, Matt Mullenweg, a razão pela qual a Automattic tem uma sede não está por relacionada com condições laborais. “Bem, tínhamos de ter algum sítio para receber o nosso correio”, explicou ao Mashable.

Segundo o responsável, esta estratégia possibilita à Automattic encontrar os melhores profissionais do mundo. “Permite-nos chegar aos melhores e mais inteligentes profissionais do mundo”, explicou.

A empresa tem uma quantia mensal para cada colaborador procurar um local de co-working – €180 (R$ 550) – e oferece um investimento inicial de €2.175 (R$ 6.600) para cada um montar o seu escritório em casa.

A Automattic organiza algumas sessões anuais com todos os trabalhadores, para que estes se possam conhecer melhor. “O que poupamos nas instalações, gastamos em viagens”, graceja Mullenweg. Os empregados podem, inclusive, escolher o sítio onde se vão conhecer e reencontrar.

Uma das empresas que trabalha directamente com a Automattic, a WooThemes – que faz os temas e plug-ins para o WordPress – tem 37 pessoas, de um total de 45, a trabalhar em casa ou em espaços de co-working.

“Trabalhar em casa traz vários compromissos. Uma conversa de e-mail pode ser mal entendida, por isso passamos muito tempo no Google Hangout para vermos as nossas caras”, explicou o CEO, Mark Forrester.

Há empresas, porém, que estão a caminhar para os entido oposto. Perto da sede da Automattic, em São Francisco, três outras multinacionais repelem o trabalho a partir de casa. A Apple, que construiu uma cultura de secretismo, vê o trabalho remoto como um risco desnecessário; o Google começou a oferecer refeições grátis para manter os seus trabalhadores na sede; e no ano passado, o Yahoo pediu a todos os colaboradores que trabalhavam a partir de casa para deixarem de o fazer.

Trabalhar a partir de casa

A expressão “telecommuting”, que significa, em português, trabalhar a partir de casa, ou teletrabalho, foi inventada no início dos anos 70, por um cientista da NASA que criticava o facto de a ciência ter levado um homem à lua, mas era incapaz de acabar com o problema do trânsito.

A solução encontrada por esse cientista, Jack Nilles, foi um conceito em que as pessoas deixam de passar horas no trânsito para, sempre que possível, trabalharem em casa ou em locais perto de casa. Isso significaria não só uma melhoria de qualidade de vida para elas, mas também para outros trabalhadores que estivessem impossibilitados de fazer o mesmo.

A primeira empresa que adoptou esta estratégia, uma seguradora que queria aumentar a percentagem de retenção de talentos, montou escritórios satélites perto de locais onde muitos dos seus trabalhadores viviam. Estávamos nos anos 70, era pré-internet e pré-computadores.

A massificação dos computadores foi o momento “eureka” para Nilles. Em 2014, tudo é possível a partir de casa, desde videoconferências, partilhar documentos ou colaborar em tempo real a partir do telefone,  tablet ou computador.

No entanto, o teletrabalho continua a não ser visto com bons olhos pelas empresas. Nos Estados Unidos, apenas 2.6% da força de trabalho (2,9 milhões de pessoas) trabalhavam a partir de casa, em full time, em 2012. Cerca de metade da força de trabalho, porém, poderia fazê-lo.

Segundo o Global Workplace Analytics, se todos estes 50 milhões de trabalhadores ficassem em casa apenas 2,4 dias por semana, durante um ano, a redução de gases com efeito de estufa chegaria aos 51 milhões de toneladas – o equivalente a retirar todos os trabalhadores de Nova Iorque da estrada.

Foto:  ishane / Creative Commons